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Sábado, 20 de Setembro de 2014

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Displasia mamária

Causa para as pacientes grande desconforto e ansiedade, que varia que varia desde

 

O termo displasia mamária encerra uma grande variedade de condições clínicas e histopatológicas, cujas principais manifestações são a mastalgia e graus variados de espessamento do parênquima mamário. A classificação das doenças benignas da mama, onde se inclui a displasia mamária, tem sido objeto de numerosos estudos. Apresenta ampla sinonímia, como mastopatia fibrocística, mastopatia crônica cística, alterações fibrocísticas, mastopatia funcional. Causas: Causa para as pacientes grande desconforto e ansiedade, que varia desde alterações leves até aquelas que interferem de maneira significativa em sua qualidade de vida. Para o médico leva a problemas como o diagnóstico de exclusão de doença maligna e tratamento adequado, sendo o último o de maior controvérsia entre os especialistas.

 

Sua importância baseia-se na sua alta incidência, sendo o diagnóstico mais comum em pacientes ambulatoriais. Questionando seu conceito como doença, Mansel et al. propõem que muitas das alterações classificadas como displasia mamária ou mastopatia fibrocística não deveriam ser encaradas como doenças, mas como alterações do desenvolvimento e involução do tecido mamário. No estado atual dos conhecimentos, apesar da vastíssima literatura existente e das inúmeras controvérsias, pode-se afirmar que a etiologia primária da mastopatia fibrocística é ainda desconhecida. Ademais, é muito possível que os quadros clínicos e anatomopatológicos das chamadas "displasias mamárias" resultem da própria evolução biológica da glândula mamária. A doença fibrocística já foi relacionada com deficiência da síntese da progesterona, fato jamais confirmado quer do ponto de vista endócrino, quer epidemiológico. A incidência de síndromes anovulatórias e de insuficiência lútea na população geral é muito inferior ao número de portadores da sintomatologia mamária característica das displasias. Houve quem atribuísse, no passado, a quadros de hiperestrogenismo ou estrogenismo não antagonizado pela progesterona, mas vale a pena ressaltar que portadoras de síndrome de Stein-Leventhal raramente têm sintomas ou sinais de displasia mamária. Sabe-se que os esteróides sexuais podem ter efeitos antagonistas tanto quanto sinérgicos na estimulação e diferenciação do tecido mamário. Diagnóstico: É baseado nos dados de anamnese, propedêutica física e subsidiária, quando esta se fizer necessária. É importante ressaltar que, na maioria dos casos, inspira-se apenas na sintomatologia característica e na propedêutica incruenta.

Os métodos invasivos (punção, biópsia, exérese de nódulo ou setor) são indicados naqueles casos em que é imperioso o diagnóstico diferencial com o carcinoma. Dor, tumor e fluxo papilar constituem a tríade sintomática da mastopatia fibrocística. Tratamento: Devemos lembrar que após excluir doença maligna ou inflamatória o tratamento é puramente sintomático. Nesse sentido, a terapia mais importante é o esclarecimento para a paciente de que esta não é portadora de doença maligna ou que predisponha ao carcinoma. A terapêutica é baseada principalmente na orientação verbal e psicoterapia de apoio. Em casos selecionados pode-se indicar terapia medicamentosa com uso de progesterona, diurético, tamoxifeno, bromoergocriptina e danazol. A cirurgia é praticada em casos excepcionais. Em adição à vitamina E, mostrou aliviar os sintomas da displasia mamária na maioria das mulheres e causou a regressão em algumas. O mecanismo é desconhecido. Fonte: Dr. Nevton Valdir Bringmann